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Archive for the ‘Tecnologia’ Category

Rede Sem Fio – Segurança é obrigação!

Quem nunca ouviu “eu uso a rede sem fio do meu vizinho de graça, ele nem sabe” ou algo equivalente?
Pois é, o que parece a principio uma boa forma de se usar a internet sem ter que pagar ou até mesmo para tentar fingir para os amigos que é um “craque” da informática por estar roubando a internet do vizinho, pode trazer complicações muito sérias para quem rouba e para quem é roubado.

Suponhamos que o seu vizinho “ladrão” esteja envolvido com algo ilegal na internet, fazendo tudo que ele quer através de sua conexão, quando os investigadores chegarem a descobrir o IP do equipamento que estava fraldando a rede darão de cara com você, que nada sabe e nem saberá até que a polícia esteja aí em sua porta, te acusando de coisas que você nem mesmo tem idéia de que estava acontecendo.

Para se livrar desde problema ou de outros mais ou menos graves, uma simples configuração em seu roteador wireless para impedir por completo ou ao menos dificultar bastante que sua conexão seja usada indevidamente por terceiros, pode ser feita. Hoje todos os roteadores – que eu conheça – tem as opções de segurança disponíveis para que você possa deixar sua rede  mais segura e que possa dormir mais tranquilo ao deixar o seu roteador ligado.

Vamos ver um pouco sobre as formas de proteção mais comuns que encontraremos em nossos roteadores, que são: WEP, WPA, WPA2.

WEP – Wired Equivalent Privacy [1]

A segurança de uma rede sem fios é muito importante, especialmente para a hospedagem de aplicativos e de informações valiosas. Por exemplo, redes transmitindo números de cartão de crédito para verificação ou armazenando informações sensíveis definitivamente precisam ter sua segurança reforçada. Nesses casos, você deve ser proativo na proteção de sua rede contra ataques de segurança.

Quando ativamos o Access Point com os parâmetros originais de fábrica, todos os equipamentos com adaptadores WiFi em sua área de cobertura poderão se conectar a ele e visualizar os dados sendo transmitidos. Isso pode permitir que hackers violem seu sistema ou roubem dados sigilosos. A primeira medida para evitar esse problema é ativar WEP em sua rede.

WEP, sigla para o protocolo de segurança de redes sem fio padrão 802.11, é um padrão opcional de criptografia e compressão que está disponível na maioria das placas de interface de rede e nos elementos ativos, tais como Access Points. Quando implementamos uma rede Wireless, devemos estar bem atentos à ativação do WEP para melhor a segurança.

O Funcionamento do WEP

Se um usuário ativa WEP, o adaptador de rede codifica o pacote de dados (cabeçalho e corpo) de cada frame 802.11 antes da transmissão, usando uma chave fixa que deve estar configurada no Access Point, e faz a decodificação no momento da recepção do frame. WEP somente codifica dados entre estações 802.11. Uma vez os dados tenham sido recebidos, WEP não é mais aplicado.

Como parte do processo de codificação, WEP prepara para uma chave concatenando a chave compartilhada configurada pelo usuário com um vetor de inicialização (IV). O vetor de inicialização é usado para prolongar a vida da chave, uma vez que a transmissão pode ser feita com um elemento diferente do IV, gerando chaves pseudo-aleatórias mais complexas. Os pacotes WEP também incluem um campo de verificação de integridade (ICV).
O ICV é uma validação de integridade que a estação receptora recalcula e compara com a enviada pelo transmissor para determinar se os dados sofreram qualquer modificação durante sua viagem no ar. Se a estação receptora calcular um ICV que não combina com o valor no frame, ela pode rejeitar o pacote ou alertar o usuário.

WEP especifica chaves compartilhadas fixas de 40 ou 64 bits para codificar e decifrar os dados. Alguns vendedores incluem também chaves de 128 bits (conhecido como WEP2) em seus produtos. Com WEP, a estação receptora deve usar a mesma chave para decodificação. Cada NIC e ponto de acesso, então, devem ser manualmente configurados com a mesma chave.
Antes da transmissão acontecer, WEP combina a chave com o pacote de dados e o ICV através de um Ou Exclusivo binário, que produz dados codificados. WEP inclui o Vetor de Inicialização não codificado dentro dos bytes iniciais do corpo do frame. A estação receptora usa este Vetor de Inicialização junto com a chave compartilhada configurada para decifrar o corpo do pacote.

Na maioria dos casos, o transmissor usará um Vetor de Inicialização diferente para cada pacote (isso, porém, não é exigido pelo padrão 802.11). Quando são transmitidas mensagens tendo uma origem única, o início de cada pacote codificado será o mesmo quando se usa uma mesma chave. Isso simplificaria o trabalho dos hackers a violar o algoritmo de criptografia. Mas, como o IV é diferente para a maioria dos pacotes, esse problema é evitado. Esse recurso é fundamental para a segurança de seu rede Wireless.

O que há de errado com WEP?

WEP faz parte do padrão 802.11 original de setembro de 1999. Naquela época, o comitê 802.11 estava ciente de algumas limitações do WEP; porém, WEP era a melhor opção disponível. Não obstante, WEP sofreu muitas críticas durante os anos seguintes.

WEP é vulnerável por causa do tamanho limitado dos Vetores de Inicialização e pelas chaves serem estáticas. Os problemas do WEP não têm nada a ver com o protocolo RC4 de criptografia. Com apenas 24 bits de comprimento, o universo de valores do IV, faz com que muitos pacotes usem o mesmo IV para criptografia. Para uma cadeia com alto tráfego, essa repetição de IV pode acontecer em menos de uma hora. Isso resulta em pacotes com a parte inicial muito semelhante. Se um hacker capturar bastante pacotes com o mesmo IV, ele pode calcular a chave compartilhada e daí decifrar todos os pacotes da rede.

A natureza estática das chaves compartilhadas torna mais sério o problema da troca das chaves das estações. Como conseqüência, muitos administradores de redes utilizam a mesma chave por semanas, meses e até anos. É justamente essa prática que traz a má do WEP. Alguns fabricantes já fornecem mecanismos de troca dinâmicas de chaves entre seus dispositivos e isso em breve vai estar disponível em todos equipamentos WiFi.

Quando faz sentido ativar WEP

Apesar das falhas e das vulnerabilidades,WEP é melhor que nada, e você deve habilitar WEP como um nível mínimo de segurança. As táticas de wardriving são muito comuns e redes sem WEP facilitam muito o trabalho desses hackers.

O Wardriving consiste em utilizar um detector de Wifi ou mesmo um computador portátil com um adaptador Wifi e sair pelas ruas com analisadores de protocolo e sniffers para descobrir WLANs. A maioria dessas pessoas são capazes encontrar sua rede Wifi e usa-la para carregar trojans ou mesmo usar sua conexão para navegar na Internet.

Com o Wep ativo, você minimiza significativamente o risco de isso vir a acontecer, especialmente se você tiver uma rede em casa ou no escritório. WEP funciona bem em manter a maioria das pessoas fora, pelo menos aqueles não estão decididos a entrar em sua rede. No entanto, tome cuidado, já que existem hackers de verdade que podem explorar as fragilidades do WEP e acessar redes sem WEP, especialmente aquelas com alto uso.

WPA – Wi-Fi Protected Access [2]

WPA (Wi-Fi Protected Access) é um protocolo de comunicação via rádio. É um protocolo WEP melhorado. Também chamado de WEP2, ou TKIP (Temporal Key Integrity Protocol), essa primeira versão do WPA (Wi-Fi Protected Access) surgiu de um esforço conjunto de membros da Wi-Fi Aliança e de membros do IEEE, empenhados em aumentar o nível de segurança das redes sem fio ainda no ano de 2003, combatendo algumas das vulnerabilidades do WEP.

A partir desse esforço, pretende-se colocar no mercado brevemente produtos que utilizam WPA, que apesar de não ser um padrão IEEE 802.11 ainda, é baseado neste padrão e tem algumas características que fazem dele uma ótima opção para quem precisa de segurança rapidamente:

* Pode-se utilizar WPA numa rede híbrida que tenha WEP instalado.
* Migrar para WPA requer somente atualização de software.
* WPA é desenhado para ser compatível com o próximo padrão IEEE 802.11i.

A segurança WPA

Se o acesso não estiver bem configurado na sua rede sem fios, você fica totalmente exposto a usuários mal intencionados, que podem vir a tentar descobrir seus dados e se utilizar dos seus arquivos(escuta de conexão). Permitirá que outros usuarios usem a sua rede e a sua ligação à Internet para distribuir as suas próprias comunicações, acesso a Internet pela conexão sem segurança. A segurança melhorada que você obtém com o WPA aumenta o nível de proteção dos seus dados a ajuda na prevenção de invasões de vírus, de acessos não autorizados ou destruição da sua informação pessoal.

Melhorias do WPA sobre o WEP

Com a substituição do WEP pelo WPA, temos como vantagem melhorar a criptografia dos dados ao utilizar um protocolo de chave temporária (TKIP) que possibilita a criação de chaves por pacotes, além de possuir função detectora de erros chamada Michael, um vetor de inicialização de 48 bits, ao invés de 24 como no WEP e um mecanismo de distribuição de chaves.

Além disso, uma outra vantagem é a melhoria no processo de autenticação de usuários. Essa autenticação se utiliza do 802.11x e do EAP (Extensible Authentication Protocol), que através de um servidor de autenticação central faz a autenticação de cada usuário antes deste ter acesso a rede.

O WPA, que deverá substituir o atual WEP (Wired Equivalent Privacy), conta com tecnologia aprimorada de criptografia e de autenticação de usuário. Cada usuário tem uma senha exclusiva, que deve ser digitada no momento da ativação do WPA. No decorrer da sessão, a chave de criptografia será trocada periodicamente e de forma automática. Assim, torna-se infinitamente mais difícil que um usuário não-autorizado consiga se conectar à WLAN.

A chave de criptografia dinâmica é uma das principais diferenças do WPA em relação ao WEP, que utiliza a mesma chave repetidamente. Esta característica do WPA também é conveniente porque não exige que se digite manualmente as chaves de criptografia – ao contrário do WEP.

WPA2 / IEEE 802.11i – Wi-Fi Protected Access 2 [3]

O WPA2 (Wi-Fi Protected Access 2), é uma certificação de produto disponível através da Wi-Fi Alliance, que certifica o equipamento sem fio quanto à compatibilidade com o padrão IEEE 802.11i.

O padrão IEEE 802.11i substitui formalmente o WEP (Wired Equivalent Privacy) no padrão IEEE 802.11 original com um modo específico do AES (Advanced Encryption Standard) conhecido como protocolo CBC-MAC (Counter Mode Cipher Block Chaining-Message Authentication Code) ou CCMP. O CCMP oferece confidencialidade (criptografia) e integridade dos dados. Este artigo descreve os detalhes da implementação WPA2 do CCMP do AES para criptografia, descriptografia e validação da integridade dos dados dos quadros sem fio 802.11.

Recursos de criptografia do WPA2

A tabela a seguir mostra como o WPA2 aborda esses pontos fracos.

Ponto fraco do WEP Como o ponto fraco é abordado pelo WPA2
O IV (vetor de inicialização) é muito pequeno No CCMP do AES, o IV foi substituído por um campo de Número do pacote e duplicou em tamanho, para 48 bits.
Integridade dos dados fraca O cálculo da soma de verificação criptografada pelo WEP foi substituído pelo algoritmo CBC-MAC do AES, que foi criado para fornecer uma integridade dos dados forte. O algoritmo CBC-MAC calcula um valor de 128 bits, e o WPA2 usa os 64 bits de ordem superior como um MIC (código de integridade da mensagem). O WPA2 criptografa o MIC com a criptografia do modo de contador do AES.
Usa a chave mestra em vez de uma chave derivada Como o WPA e o protocolo TKIP (Temporal Key Integrity Protocol), o CCPM do AES usa um conjunto de chaves temporais derivadas de uma chave mestra e de outros valores. A chave mestra é derivada do processo de autenticação do 802.1X do EAP-TLS (Extensible Authentication Protocol-Transport Layer Security) ou do PEAP (Protected EAP).
Sem rechaveamento O CCMP do AES faz o rechaveamento automaticamente para derivar novos conjuntos de chaves temporais.
Sem proteção contra reexecução O CCMP do AES usa um campo de Número do pacote como contador para fornecer proteção contra reexecução.

Chaves temporais do WPA2

Ao contrário do WEP, que usa uma única chave para a criptografia de dados em unicast e normalmente uma chave separada para a criptografia de dados em multicast e de difusão, o WPA2 usa um conjunto de quatro chaves diferentes para cada par de AP sem fio/cliente sem fio (conhecidas como chaves temporais emparelhadas) e um conjunto de duas chaves diferentes para o tráfego multicast e de difusão.

O conjunto de chaves emparelhadas usadas para dados em unicast e EAP por mensagens de chave EAPOL da LAN consiste no seguinte:

  • Chave de criptografia de dados – Uma chave de 128 bits usada para criptografar quadros em unicast.
  • Chave de integridade de dados – Uma chave de 128 bits usada para calcular o MIC em quadros em unicast.
  • Chave de criptografia EAPOL – Uma chave de 128 bits usada para criptografar mensagens da chave EAPOL.
  • Chave de integridade EAPOL – Uma chave de 128 bits usada para calcular o MIC das mensagens da chave EAPOL.

O WPA2 deriva as chaves temporais emparelhadas usando um processo de handshake de quatro vias que é o mesmo do WPA.

Processo de criptografia e descriptografia do WPA2

O CCMP do AES usa o CBC-MAC para calcular o MIC e o modo de contador do AES para criptografar a carga do 802.11 e o MIC. Para calcular o valor de um MIC, o CBC-MAC do AES usa o seguinte processo:

  1. Criptografa um bloco inicial de 128 bits com o AES e a chave de integridade de dados. Isso produz um resultado de 128 bits (Resultado1).
  2. Executa uma operação OR (XOR) exclusiva entre Resultado1 e os 128 bits de dados seguintes pelos quais o MIC está sendo calculado. Isso produz um resultado de 128 bits (XResultado1).
  3. Criptografa o XResultado1 com o AES e a chave de integridade de dados. Isso produz o Resultado2.
  4. Executa um XOR entre Resultado2 e os 128 bits de dados seguintes. Isso produz o XResultado2.

As etapas 3-4 se repetem para os blocos de 128 bits adicionais dos dados. Os 64 bits de ordem superior do resultado final são o MIC do WPA2. A figura a seguir mostra o processo de cálculo do MIC.

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Para calcular o MIC de um quadro IEEE 802.11, o WPA2 constrói o seguinte:

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  • O bloco inicial é um bloco de 128 bits descrito posteriormente neste artigo.
  • O cabeçalho MAC é o cabeçalho MAC 802.11 com os valores dos campos que podem ser alterados em trânsito definidos como 0.
  • O cabeçalho CCMP tem 8 bytes e contém o campo Número do pacote de 48 bits e campos adicionais.
  • Os bytes de preenchimento (definidos como 0) são adicionados para garantir que a parte do bloco de dados inteiro até os dados de texto sem formatação seja um número integral de blocos de 128 bits.
  • Os dados são a parte de texto sem formatação (não criptografados) da carga do 802.11.
  • Os bytes de preenchimento (definidos como 0) são adicionados para garantir que a parte do bloco de dados do MIC que inclui os dados de texto sem formatação seja um número integral de blocos de 128 bits.

Ao contrário da integridade de dados do WEP e do WPA, o WPA2 fornece integridade de dados para o cabeçalho do 802.11 (exceto os campos alteráveis) e a carga do 802.11.

O bloco inicial para o cálculo do MIC consiste no seguinte:

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  • O campo Sinalizador (8 bits) é definido como 01011001 e contém vários sinalizadores, como um sinalizador que indica que o MIC usado no quadro 802.11 tem 64 bits de comprimento.
  • O campo Prioridade (8 bits) é reservado para finalidades futuras e é definido como 0.
  • O Endereço de origem (48 bits) é do cabeçalho MAC 802.11.
  • O Número do pacote (48 bits) é do cabeçalho CCMP.
  • O comprimento dos dados de texto sem formatação em bytes (16 bits).

O algoritmo de criptografia do modo de contador do AES usa o seguinte processo:

  1. Criptografa um contador inicial de 128 bits com o AES e a chave de criptografia de dados. Isso produz um resultado de 128 bits (Resultado1).
  2. Executa uma operação OR (XOR) exclusiva entre Resultado1 e o primeiro bloco de 128 bits dos dados que estão sendo criptografados. Isso produz o primeiro bloco criptografado de 128 bits.
  3. Incrementa o contador e o criptografa com o AES e a chave de criptografia de dados. Isso produz o Resultado2.
  4. Executa um XOR entre Resultado2 e os 128 bits de dados seguintes. Isso produz o segundo bloco criptografado de 128 bits.

O modo de contador do AES repete as etapas 3-4 para os blocos de 128 bits adicionais de dados, até o bloco final. Para o bloco final, o modo de contador do AES executa o XOR do contador criptografado com os bits restantes, produzindo dados criptografados do mesmo comprimento que o último bloco de dados. A figura a seguir mostra o processo do modo de contador do AES.

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O valor inicial do contador do modo de contador do AES consiste no seguinte:

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  • O campo Sinalizador (8 bits) é definido como 01011001, que é o mesmo valor de Sinalizador usado para o cálculo do MIC.
  • O campo Prioridade (8 bits) é reservado para finalidades futuras e é definido como 0.
  • O Endereço de origem (48 bits) é do cabeçalho MAC 802.11.
  • O Número do pacote (48 bits) é do cabeçalho CCMP.
  • O campo Contador (16 bits) é definido como 1 e será incrementado apenas se uma carga do 802.11 for fragmentada em cargas menores. Observe que este campo Contador não é o mesmo que o valor do contador de 128 bits usado no algoritmo de criptografia do modo de contador do AES.

Para criptografar um quadro de dados em unicast, o WPA2 usa o seguinte processo:

  1. Insere o bloco inicial, o cabeçalho MAC 802.11, o cabeçalho CCMP, o comprimento dos dados e campos de preenchimento no algoritmo CBC-MAC com a chave de integridade de dados para produzir o MIC.
  2. Insere o valor do contador inicial e da combinação dos dados com o MIC calculado no algoritmo de criptografia do modo de contador do AES com a chave de criptografia de dados para produzir os dados criptografados e o MIC.
  3. Adiciona o cabeçalho CCMP contendo o Número do pacote à parte criptografada da carga do 802.11 e encapsula o resultado com o cabeçalho e as informações finais do 802.11.

A figura a seguir mostra o processo de criptografia do WPA2 para um quadro de dados em unicast.

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Para descriptografar um quadro de dados em unicast e verificar a integridade dos dados, o WPA2 usa o seguinte processo:

  1. Determina o valor do contador inicial a partir dos valores nos cabeçalhos do 802.11 e do CCMP.
  2. Insere o valor do contador inicial e a parte criptografada da carga do 802.11 no algoritmo de descriptografia do modo de contador do AES com a chave de criptografia de dados para produzir os dados descriptografados e o MIC. Para a descriptografia, o modo de contador do AES executa o XOR do valor do contador criptografado com o bloco de dados criptografados, produzindo o bloco de dados descriptografados.
  3. Insere o bloco inicial, o cabeçalho MAC 802.11, o cabeçalho CCMP, o comprimento dos dados e campos de preenchimento no algoritmo CBC-MAC do AES com a chave de integridade de dados para calcular o MIC.
  4. Compara o valor calculado do MIC com o valor do MIC não criptografado. Se os valores do MIC não corresponderem, o WPA2 descartará os dados silenciosamente. Se os valores do MIC corresponderem, o WPA2 passará os dados para as camadas de rede superiores para processamento.

A figura a seguir mostra o processo de descriptografia do WPA2 para um quadro de dados em unicast.

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Referências:

[1] http://www.malima.com.br/
[2] http://pt.wikipedia.org/
[3] http://technet.microsoft.com/

“Gostaria de agradecer a todos pelas 74.000 visualizações do meu blog. Conto com vocês sempre.
OBRIGADO!!!”

LIVRO – Redes Sem Fio no Mundo em Desenvolvimento

Em um de meus passeios pela net vi a noticia deste livro ter sido traduzido e disponibilizado na internet para download, a tradução foi feita por Cesar Brod e Joice Käfer.

Redes Sem Fio no Mundo em Desenvolvimento trata da construção, manutenção e implementação de redes sem fio de baixo custo por todo o mundo, contando com pessoas especializadas e ONGs de todo o mundo que trabalham nesta área.
É uma ótima leitura para quem quer se aprofundar na área, uma leitura técnica, porém simples, demonstrando formas de se montar redes de baixo custo para todos os fins.
Aconselho o download e a leitura, são 400 páginas com um conteúdo bem extenso e também há muita informação no site do projeto que pode ser acessado pelo link abaixo.

http://wndw.net/

Wireless Networking in the Developing World
(Redes Sem Fio No Mundo em Desenvolvimento)

No site é possivel ler um conteudo bem amplo sobre o assunto e também fotos de redes sem fio implantadas por todo o mundo.
Fica ai a dica. ;]

Notebook Intelbrás i61 – Manual de Instruções

Entrei em contato por e-mail com a Intelbrás e solicitei o manual de instruções – dentre outras coisas – para que o disponibilize aqui no blog.
Em menos de 48 horas obtive resposta ao meu e-mail, que veio em anexo o manual de instruções, em formato .doc, é um instrumento interessante para se ter, afim de tirar alguma dúvida em torno do produto.
Fiz a conversão do manual para .PDF, facilitando assim a visualização e também dimunuindo o seu tamanho.

Façam o download ou leiam direto do blog, clicando aqui.

Leia mais sobre o notebook Intelbrás i61, clicando aqui.

“Agradeço a todos pelas 50.000 visitas que atingimos hoje, e garanto a vocês mudanças em breve no blog, para melhor. Muito obrigado pessoal!!!”

O “cara da informática”

Aos 23 anos que venho entender completamente o porque de muitos profissionais em informática indagarem que a profissão que levam causa muito estresse, e vou tentar relatar alguns pontos que levam a esta situação.

Quando iniciei profissionalmente na informática, aos 15 anos – foi quando obtive meu primeiro certificado de Técnico em Manutenção de Micros – era tudo muito legal, eu estava aprendendo muita coisa, descobrindo outras, e repassando o que eu obtive de conhecimento para quem de interesse, era legal, era interessante, chegava a ser até mesmo desafiador, foram passando os anos, as coisas foram se repetindo, pouca coisa mudando, chegou o momento de optar por um curso na faculdade que eu gostaria de fazer, e adivinhem, não, não foi nada ligado a informática, foi Direito, isso aos meus 17 anos, apenas 2 anos trabalhando na informática e já sabia que ali não seria uma área muito interessante para mim. Passei na faculdade e 2 anos depois tive que largar os estudos, pra levar minha empresa mais a sério, afinal, ali estava algo que me interessava muito, o mundo dos negócios, infelizmente tive que parar com as atividades da empresa também, e voltei algum tempo após para a informática, é, ali estava uma área que eu não gostava muito, mas que me dedicava bastante a conhecer e aprender sobre ela, conclusão, eu sempre me dei bem com a tecnologia.

Recebi uma proposta interessante para dar aulas de informática básica em outra cidade, pensei bem, até aquele momento nunca havia dado aulas, muito pelo contrário, achava até mesmo que não tinha paciência para fazer isso, mas aceitei o convite, afinal, era uma grana interessante e um desafio melhor ainda – e pessoalmente, adoro desafios -, eram 13 horas de trabalho diários, e com isto conheci bastante pessoas. Com o tempo fui ganhando território na cidade, onde até então contava apenas com 1 pessoa que fazia a manutenção dos computadores de toda a cidade, fui aos poucos pegando um servicinho aqui, outro ali, uma indicação aqui, outra lá, um cartão meu em um canto, em outro e assim fui sendo conhecido pelo meu trabalho em informática, até os dias de hoje.

Já razoavelmente conhecido na cidade, foi que começou a me aparecer certas coisas que antes nem mesmo me tocava, devido a não periodicidade com que aconteciam, como já tinha uma boa gama de clientes e meu telefone foi sempre o mesmo desde que cheguei na cidade, começou a aparecer mais serviço que eu conseguia atender, até ai, tudo bem, agenda um aqui, outro ali, faz um serviço mais rapidinho pra poder atender mais um cliente, fica ate de madrugada por diversas noites por conta de solucionar e entregar a tempo o que foi pedido, até aí tudo normal, mas sempre aparecem aquelas “urgências mortais”, parece até que alguém vai morrer se o computador não funcionar o som, em pleno sábado às 20 horas, é aí que eu entro, ou melhor, é aí que todos querem que nós – os “caras da informática” – entremos.

Nós trabalhamos o dia todo, como qualquer outra pessoa, muitas das vezes dedicamos horas extras do nosso dia de trabalho para poder conseguir atender todo o serviço, mas as pessoas ainda assim se esquecem de que o “cara da informática” também se alimenta, namora, descansa, tem seus momentos de lazer, sabe falar sobre inúmeras outras coisas além de tecnologia e informática.

Acordo às 8 horas da manhã – o que é madrugada ainda pra mim – pra trabalhar o dia todo, até as 17 ou 18 horas, até mais dependendo da demanda, volto pra casa pra poder descansar e já me deparo com algum recado, ou telefonema, ou até mesmo a pessoa em minha casa a espera, perguntando se eu posso arrumar o computador dela que deu problema, muitas vezes um “Dê ok e pronto” já resolveria, sem eu ter de sair de minha casa novamente, pra perder tempo e ir a residência de uma pessoa, mas a única coisa que nos falam é, “deu problema”, “aquele computar é uma mer…”, “aquilo não funciona”, e outras coisas mais. A pessoa presta tanta atenção no que acontece que não sabe nem mesmo nos explicar o que aconteceu, quando aconteceu e se foi apenas uma vez ou toda vez acontece, afinal, o “cara da informática” pode ir lá as 21 horas, após um dia cansativo de trabalho, pra resolver o problema. O “cara da informática” pode atender os problemas no seu computador no horário do seu almoço, sim, ele pode, afinal, ele não almoça, ele nem mesmo sabe o que é isso, ele pode ir a sua casa quando você chegar do trabalho, afinal, de nada custa ele atender um cliente após o seu expediente de trabalho. E ai do “cara da informática” cobrar a mais por fazer atendimento após o horário de trabalho dele.

Se o computador deu problema em pleno sábado às 19 horas, porque não ligar para o “cara da informática” e atrapalhar ele em seu horário de descanso, namoro ou lazer, pedindo com aquele jeitinho todo humilde para que ele venha consertar o computador imediatamente, porque a pessoa tem que conversar com o namorado pelo MSN, ou mesmo saciar o vicio em dar uma espiadinha no Orkut alheio, isso é muito mais importante para a pessoa e nosso – meu -  namoro que se dane, meu futebol no fim de semana que se lasque, afinal, o “cara da informática” não vai se importar se eu levar o meu notebook lá no campo pra ele dar uma olhadinha e consertar o meu problema, ele é o “cara da informática”, vai fazer isso, eu sei.

A pessoa acorda cedo, começa a trabalhar no seu computador e as 7:15 o danado do computador trava, não dá outra, a pessoa não pensa 2 vezes em ligar para o “cara da informática” naquela mesma hora, pra ele poder ir até onde ela esta para resolver o problema. A pessoa só se esquece que enquanto ela foi dormir às 22 horas, assim que a novela acabou pra acordar as 6, o “cara da informática” foi dormir as 4 da madrugada pra poder entregar a tempo um serviço que já estava quase atrasado. Mas do que importa né, o “cara da informática” nem mesmo precisa dormir, ele é uma maquina igual às coisas com a qual trabalha.

Espero que depois disto, aprendam que o “cara da informática” também tem seus momentos, e não é porque ele trabalha com informática que quando está em seu horário de lazer ele tem de gostar de comentar sobre informática com outras pessoas e ficar sabendo daquela noticia que pra você é nova, mas que ele já sabe que aconteceria a pelo menos 1 mês atrás, e não se assuste se ele não te der atenção quando você começar a comentar sobre tecnologia com ele, talvez ele não esteja a disposição para esta conversa naquele momento, tente uma outra hora, quem sabe em horário comercial. ;]

É isto, eu sou um “cara da informática”, como outros muitos, mas como todos estes eu me alimento, descanso, namoro, durmo, me estresso, me esqueço e não estou disponível 24 horas no dia para falar de informática ou consertar o computador alheio. Espero que entendam que como um humano qualquer, nós, os “caras da informática” também nos interessamos por outras coisas além daquilo com que trabalhamos. Lembre-se disto.

Abraços do “cara da informática”.

*Este post foi formulado em cima de fatos ocorridos comigo, durante minha vida nesta atividade. Conte também algumas de suas histórias.

Notebook Intelbras i61 – Aquisição e comentários

Notebook Intelbras i61

Notebook Intelbras i61

No dia 04/10 comprei meu novo notebook, dentro das opções disponíveis o melhor equipamento na loja, no momento era o Intelbras i61, fiquei por quase 2 horas analisando o produto, como não conhecia os produtos de informática da Intelbras, fiquei meio pé atrás, mas no final resolvi compra-lo.

Com um ótimo custo-beneficio o i61 vem equipado com:

Processador Intel Core 2 Duo T5750 2 ghz (2mb de cache)
Memória de 2gb DDR2
HD 120gb
Webcam 1.3 MegaPixels
DVD/RW
Fax/Modem
Rede
4 USB
Saída para monitor
Wireless
Bluetooth
PCI-Express Card
Leitor de Cartões
Tela de 14″ Widescreen

Com todo este equipamento o Intelbras i61 vem acompanhado com o sistema Fenix Linux instalado em seu HD.

Tudo muito bom, tudo muito lindo, mas vamos agora à verdadeira analise critica sobre tudo.

Quanto ao hardware em si não tenho muitos comentários, apenas que é uma ótima máquina, fizeram uma ótima harmonia entre os componentes, deixando uma máquina a primeira vista, frágil, mas por dentro uma gigantesca e robusta máquina, capacitada para trabalhos pesados e os mais leves também.

O Intelbras i61 tem um acabamento estético muito bom aproveitando bem os espaços disponíveis no equipamento, ele vem com cores básicas, preto (corpo), cinza e azul escuro (tampa traseira da tela) e seus LED’s na cor azul. Muito bom.

Vem acompanhado de um teclado ABNT2, muito bom e sensível, contando com teclas de acesso rápido para algumas funcionalidades.

O que ficou a desejar e muito neste equipamento foi seu Touchpad, que de sensível não tem nada e conta com um sério problema de instabilidade, inviabilizando seu uso sem um mouse externo, o touch começa a tremer, a andar, a dar cliques sozinho, a abrir programas sem mesmo vermos, devido a seus contínuos cliques não desejados. Então se o equipamento te interessou até o momento, já viabilize a aquisição de um mouse para o mesmo.

O Intelbras i61 conta com uma bateria de 6 células que tem durabilidade razoável para o equipamento que a acompanha, tendo durado mais de 2 horas de trabalho.

Agora vou falar do software. Ele vem com uma pré-instalação do Fenix Linux, que como um entusiasta e amante de Linux afirmo com prioridade, é um sistema que deixa MUITO a desejar, sem contar o descaso que é feito com o equipamente, pois sua pré-instalação uso uma partição de 40gb e deixa mais de 70gb de espaço em HD sem ao menos formatar, então um HD de 120gb nós enchergamos apenas os 40 da instalação do Fenix. O Fenix é um sistema FRACO literalmente, que imita o visual do Windows XP para agregar o maior número de novos usuários possíveis, mas esquece de focar na qualidade do que apresenta, não se preocupando com o visual, nem mesmo com o kernel do sistema (sim, eu observei todos os detalhes), o que me “forçou” a instalar o Ubuntu poucas horas após adquirir o Intelbrás i61.

Ironicamente o Intelbrás i61 que vem com instalação Fenix Linux tem como acompanhamento um CD de instalação de TODOS os drivers do sistema, porém, todos esses drivers são para Windows, (XP ou Vista, 32 ou 64 bits) isso mesmo, wireless, bluetooth, webcam e leitor de cartões eram todos emulados pelo NDISWAPER para que pudessem funcionar no Linux. E por outro lado um prato cheio para que todos possam adquirir o equipamento e em pouco tempo instalar o Windows.

Conclusão:

O Intelbras i61 é um super notebook, contando com ótimos dispositivos de hardware que suportam das mais simples as mais complexas atividades no seu dia-a-dia. Razoavelmente leve, com apenas 2,3kg e monitor de 14″, lhe dá uma mobilidade ótima e garante seu serviço a qualquer hora e local. Tendo um preço bem razoavel, contando com um custo-beneficio ótimo. Recebendo uma nota 9 pelo seu conjunto.
Aconselho àqueles que estejam procurando por um notebook com um hardware mais robusto, darem uma conferida no Intelbras i61, não vai decepcioná-los.

Então é isto, como não havia encontrado nada na internet toda falando sobre este equipamento, espero que ele seja de bom uso para vocês.

EDITADO: Confira o MANUAL DO NOTEBOOK INTELBRAS I61, clicando aqui

Lei para crimes de informática foi aprovada pelo Senado

O Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira (10/07) o projeto de lei substitutivo proposto pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica e criminaliza diferentes tipos de ação criminosa em redes privadas ou públicas de computadores.

A nova lei tipifica e estabelece a punição para crimes eletrônicos como criação e a propagação de vírus, phishing, invasões de redes, acesso e divulgação indevida de dados e pedofilia.

Saiba quais são os principais pontos previstos na atual versão do projeto*:

Acesso não autorizado
Punição para o acesso, mediante violação de segurança, de redes de computadores, dispositivos de comunicação ou sistemas informatizados, protegidos por expressa restrição de acesso.
Na prática: pune invasões a sistemas
Pena: de um a três anos de reclusão e multa.

Transferência não autorizada
Torna ilegal obter ou transferir dados sem autorização do titular da rede, dispositivo ou sistema, protegidos por expressa restrição de acesso.
Na prática: pune quem invade o sistema e se apropria de dados
Pena: De um a três anos de reclusão e multa.

Leia outras propostas no link abaixo.

Leia matéria completa aqui

Fonte: ComputerWorld

Widgets: você sabe o que é isso?

Seguindo a idéia da Jojo de falar sobre coisas que ouvimos todos os dias, mas nem sempre sabemos o que é, vou hoje dispor um texto do WNews falando sobre Widgets, você sabe o que é? Se não, fique sabendo agora.

“Você já ouviu falar em widget? Com certeza essa palavra engraçada não é totalmente estranha, mas poucos sabem de fato o seu significado por causa da sua diversidade de aplicações.

Na realidade, não existe uma definição fechada sobre o que é de fato um widget – justamente por eles ainda serem novidade –, mas pode-se dizer que essas ferramentas são pequenos aplicativos ou scripts de internet criados para exercer uma tarefa específica que têm uma vasta gama de utilizações possíveis.

Os widgets vêm em dois formatos básicos diferentes: os web widgets, que usam linguagem javascript ou flash para funcionar direto do navegador; e os desktop widgets, que o usuário precisa instalar no computador.”

Leia matéria completa aqui.

Fonte: WNews

CategoriasCuriosidade, Tecnologia