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Archive for the ‘Inclusão Digital’ Category

LIVRO – Redes Sem Fio no Mundo em Desenvolvimento

Em um de meus passeios pela net vi a noticia deste livro ter sido traduzido e disponibilizado na internet para download, a tradução foi feita por Cesar Brod e Joice Käfer.

Redes Sem Fio no Mundo em Desenvolvimento trata da construção, manutenção e implementação de redes sem fio de baixo custo por todo o mundo, contando com pessoas especializadas e ONGs de todo o mundo que trabalham nesta área.
É uma ótima leitura para quem quer se aprofundar na área, uma leitura técnica, porém simples, demonstrando formas de se montar redes de baixo custo para todos os fins.
Aconselho o download e a leitura, são 400 páginas com um conteúdo bem extenso e também há muita informação no site do projeto que pode ser acessado pelo link abaixo.

http://wndw.net/

Wireless Networking in the Developing World
(Redes Sem Fio No Mundo em Desenvolvimento)

No site é possivel ler um conteudo bem amplo sobre o assunto e também fotos de redes sem fio implantadas por todo o mundo.
Fica ai a dica. ;]

Inclusão Digital no Brasil

Um assunto bem polêmico e corrente no mundo é a Inclusão Digital, assunto que irei adotar neste post.

Tive a oportunidade de trabalhar como professor de Inclusão Digital no Consórcio Social da Juventude, um projeto da Universidade Federal de São João Del Rei e o Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente com prefeituras de 30 cidades da região das Vertentes aqui em Minas Gerais. Quando fui selecionado para integrar a equipe deste projeto estava ainda um pouco assustado, devido a grandiosidade e tamanha responsabilidade que angariaria ao dar apoio à ele. Até aquele momento não sabia direito o que realmente era Inclusão Digital, eu era um profissional de informática, já havia ouvido falar, mas nunca havia pesquisado a fundo, pra mim Inclusão Digital seria o mesmo que dar aulas de informática, quando com um pouco de pesquisa descobri que era muito mais que isto, era muito mais que apenas ensinar as pessoas a usar os programas do computador, eu deveria realmente fazer com que aquelas pessoas aprendessem a tirar proveito da máquina que tinham em suas mãos, para com ela ganhar a vida ou pelo menos ajuda-las nas tarefas diárias em casa ou no trabalho.

Após minha empreitada como professor de Inclusão Digital comecei a interessar mais pelo assunto, acompanhando as atividades sociais e governamentais em torno deste assunto, onde pude acompanhar muitos avanços e alguns retrocessos na tentativa de Incluir Digitalmente um país como nosso amado Brasil.

Podemos acompanhar os esforços do governo na tentativa de Incluir Digitalmente o maior número possível de brasileiros, para isto baixou impostos e vem facilitando as formas de aquisição de produtos de informática para toda a população. Mas, isto é Inclusão Digital? NÃO. Não é, e nunca será Inclusão Digital. De que adianta dar panelas e comida pra alguém que não sabe cozinhar? Pois é, é assim que ficam aqueles que se deparam com os atuais incentivos do Governo Federal. Porque digo isto, é simples, o Governo optou por utilizar softwares livres nos computadores (Linux e afins), mas esqueceu-se de capacitar pessoas para que pudessem auxiliar os “novos incluídos”. O Governo simplesmente optou por mudar a base tecnológica da suas investidas em ID para Linux, esquecendo-se de toda cultura pró-Windows que estava fixada no mundo, assim quando os novos proprietários dos computadores incentivados pelo governos ligam suas novas aquisições logo dizem, “Ué, cadê o botãozinho verde aqui de baixo”, “que Windows é este?”, “que Windows ruim”. O Brasil está encaminhando pró-software livre, mas de uma forma não muito interessante, pois estão impondo o uso de Linux, sem que as pessoas estejam preparadas para ele, quando digo preparadas me refiro a pelo menos terem um conhecimento subjetivo sobre o que é Linux.

Muitas pessoas acham que o Linux é um programa do Windows . E o que fazer para mudar isto? Instruir. Informar. Incentivar. Jamais impor.

Mas a Inclusão Digital só é feita por meio do Linux e software livre? Não, o sistema operacional ou aplicativos usados para ID tem uma relevância menor que o de poder instruir as pessoas a usarem aquele computador para beneficiar e agilizar seus processos do dia-a-dia. O Linux foi adotado pelo governo brasileiro principalmente por seu custo “zero”, assim possibilitando baixar o valor dos computadores oferecidos no varejo. Mas em muitos países mundo a fora o Windows foi a opção escolhida. Aqui no Brasil a Microsoft tentou combater o Linux, oferecendo seu sistema por valores mais baixos, mas não foi o suficiente para convencer o governo.

A Inclusão Digital no Brasil caminha a passos largos, porém por caminhos tortuosos. Mas todos sabemos que no Brasil nada consegue iniciar da forma como deve ser, sempre temos que dar o bom e velho jeitinho brasileiro nas coisas, até mesmo em projetos governamentais.

Para que dê realmente certo a Inclusão Digital no Brasil devemos primeiro estabelecer uma distribuição padrão para todas as atividades que envolvam o projeto (os projetos) (o que não vemos hoje em dia, cada fabricante solta uma distribuição e muita das vezes muito desatualizada). Após a escolha da distribuição, manter uma equipe a fim de atualizar a mesma (o que se não me engano começou a ser feito com o Linux Educacional), posteriormente selecionar melhor o conteúdo do sistema, pois vejo hoje em dia (nas escolas onde ofereço apoio profissional) que há softwares educacionais fornecidos pelo governo que não conseguem ser abertos pelos computadores. Porque? Simples, por falta de compatibilidade de “codecs”. A poucos dias fui chamado em uma escola para poder observar o porque dos computadores não rodarem um CD com jogos educacionais, fornecidos junto aos PCs. Em 1 minuto de frente ao computador obtive a resposta. Falta do “Flash”. Um jogo totalmente em Flash, e os computadores não suportavam o arquivo. Fácil solução, instalei o GNash no servidor e pronto. Agora, custava adicionarem este pacote junto a distro? Não né. Por isto acho que deveriam escolher melhor os softwares a serem instalados junto aos computadores e o principal, atualizá-los.

Em uma pausa no processo de escrever este post fui ler as notícias de hoje (21.11) e me deparei com a seguinte “MEC pretende aparelhar os laboratórios de informática de 9.000 escolas” dada pelo BR-Linux. O MEC pretende aparelhar estes laboratórios afim de transforma-los também em telecentros para a população dos arredores, assim ampliando ainda mais o alcance da Inclusão Digital à população. Mais um ótimo incentivo do governo em prol da I.D., e da população, mas lembremos dos “toques” que dei aqui anteriormente, sem eles, pouco adiantará tamanho investimento.

Torço muito para que todos os esforços direcionados à Inclusão Digital no Brasil tenham efeitos significativos e positivos, não somente torço, mas também direciono esforços para que isto aconteça, eu faço acontecer e você? Pense sobre isto, qualquer ajuda é bem vinda.

Abraços.

Todos contra o Office

A Microsoft vende o tocador de MP3 Zune e o videogame Xbox 360, produz software de gestão empresarial para pequenas e médias empresas, tem uma presença importante no mundo dos smartphones e já sedimentou sua presença no mercado de programas para servidores. Mas quem olhar com atenção para o balanço da empresa vai notar que boa parte dessas iniciativas é deficitária. O que tornou a Microsoft um dos melhores negócios de todos os tempos — e fez de Bill Gates por vários anos o homem mais rico do mundo — são dois nomes que fazem parte do dia-a-dia de quem usa computadores: o sistema Windows e o pacote de programas Office. O primeiro deles é um monopólio confortável: o sistema está presente em nove de cada dez computadores pessoais do mundo e tem uma barreira virtualmente intransponível para a concorrência, pois já vem pré-instalado de fábrica. Mas a situação do segundo é bastante diferente. O Office, como se sabe, é o pacote de programas de escritório que inclui o processador de texto Word, as planilhas eletrônicas Excel e o software de apresentações PowerPoint. Um consumidor que queira usar as funções básicas do programa tem duas opções. A primeira é comprar o Office no varejo, por algo em torno de 1 300 reais. A segunda é usar um concorrente — de graça, cortesia de algum dos maiores rivais da empresa, como Google, IBM e Yahoo!.

Leia matéria na íntegra aqui

Fonte: Info Online

Inclusão digital: o que é e a quem se destina?

O termo “inclusão digital”, de tão usado, já se tornou um jargão. É comum ver empresas e governos falando em democratização do acesso e inclusão digital sem critérios e sem prestar atenção se a tal inclusão promove os efeitos desejados. O problema é que virou moda falar do assunto, ainda mais no Brasil, com tantas dificuldades – impostos, burocracia, educação – para facilitar o acesso aos computadores.

É que inclusão digital significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia. A expressão nasceu do termo “digital divide”, que em inglês significa algo como “divisória digital”. Hoje, a depender do contexto, é comum ler expressões similares como democratização da informação, universalização da tecnologia e outras variantes parecidas e politicamente corretas.

Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Como fazer isso? Não apenas ensinando o bê–á–bá do informatiquês, mas mostrando como ela pode ganhar dinheiro e melhorar de vida com ajuda daquele monstrengo de bits e bytes que de vez em quando trava.

Leia matéria na íntegra aqui.

Fonte: Webinsider